O que é o USB (Universal Serial Bus), um breve resumo

O barramento USB (Universal Serial Bus) é uma norma (conjunto de regras) que descreve as especificações utilizadas pelos cabos, portas e protocolos que permitem uma ligação (conectividade) simples e universal, entre um computador e um dispositivo periférico.

A especificação USB (Universal Serial Bus) situa-se no Physical Layer, do modelo OSI (Open Systems Interconnection); ou seja, a camada responsável pela estrutura física que permite a comunicação, todos os componentes físicos (hardware), como cabos e conectores, assim como as especificações elétricas (pode consultar o nosso artigo Algumas breves notas sobre o modelo OSI (Open Systems Interconnection)).

Com efeito, antes do aparecimento da tecnologia USB (Universal Serial Bus), um PC normalmente incluía, uma ou duas portas série, uma porta paralela (mais comum nas impressoras e scanners), conectores específicos para teclado e rato (o mais comum, miniDIN 6-pin), em alguns casos, uma porta para joystick (mais comum para jogos), ou portas específicas, para outros periféricos menos comuns.

O padrão USB (Universal Serial Bus), foi estabelecido em meados da década de 1990, por um conjunto de empresas Americanas, nomeadamente a IBM, Intel, Microsoft e Apple, entre outras, como uma forma mais simples de ligar periféricos a um computador; a porta forneceu um método padrão, para ligar vários dispositivos e ofereceu vantagens consideráveis de velocidade em comparação com outras alternativas, sendo também a possibilidade ligar e desligar periféricos, com o computador ligado (Hot Swapping) muito importante e inovadora na altura.

O desenho USB (Universal Serial Bus) é padronizado pelo USB Implementers Forum (USB-IF), composto por organizações e empresas que apoiam e promovem a norma. O USB-IF não só endossa o USB (Universal Serial Bus), como também mantém o padrão e aplica o programa de compatibilidade dos dispositivos.

Uma das características muito importantes, dos periféricos USB (Universal Serial Bus), é quando um dispositivo periférico é ligado, a um computador (host) através de uma porta USB (Universal Serial Bus), o computador (host) determinará automaticamente o tipo de dispositivo e instalará um controlador (driver) que permitirá o seu correto funcionamento, independentemente do sistema operativo (pode consultar o nosso artigo O que é um Sistema Operativo (Operating System)), sendo este comportamento especialmente eficaz, no sistema operativo Microsoft Windows.

Os cabos USB (Universal Serial Bus) podem enviar “energia”, assim como informação (dados). Para tal, qualquer cabo USB (Universal Serial Bus), possui dois tipos de fios, um dos conjuntos, transporta corrente elétrica (“energia”), enquanto o outro conjunto transmite sinais, com informação (dados). O tipo mais comum (convencional), ainda continua a ser a especificação (versão) USB 2.0, na qual existem quatro (4) fios metálicos, os dois contatos mais exteriores, são os terminais positivo e negativo, da fonte de alimentação (com uma tensão de 5 Volts (5V) DC e fornece uma corrente de até 500 mA (0,5 A), uma potência de 2,5 W), os dois contatos centrais, destinam-se à transmissão de informação (dados). Por isso, muitas vezes os cabos USB (Universal Serial Bus), são usados unicamente como fonte de Corrente Contínua (CC), para diversos tipos de dispositivos (mas não transmitem dados)(por exemplo, colunas de som, pequenas ventoinhas, carregadores de telemóveis, etc).

As versões USB (Universal Serial Bus) 1.x, 2.0, 3.x e 4.x diferenciam-se por algumas características básicas (abaixo listadas), como a velocidade (ou taxa de transferência), o tipo de conetor utilizado (conetores compatíveis) e a capacidade de alimentação elétrica (potência elétrica máxima fornecida).

A velocidade (ou taxa de transferência), expressa-se pela quantidade de dados que é transferida de um dispositivo, para outro, num período de tempo; a medida, é dada em Mb/s (Megabits, por segundo), ou Gb/s (Gigabits, por segundo), sendo que este parâmetro pode ser bastante critico, especialmente em dispositivos de armazenamento (storage) externos (pode consultar o nosso artigo Algumas breves notas sobre CPU (Processador), RAM (Memória) e Storage (Armazenamento)), ligados por USB (Universal Serial Bus).

USB 1.x | Speed: 1,5 – 12 Mbps | Connectors: Type-A, Type-B | Potência de 2,5 W

USB 2.0 | Speed: 480 Mbps | Connectors: Type-A, Type-B,Type-C, Mini, Micro | Potência de 2,5 W

USB 3.x | Speed: 5 – 20 Gbps | Connectors: Type-A, Type-B,Type-C, Micro | Potência de 4,5 W – 100 W

USB 4.x | Speed: 40 – 120 Gbps | Connectors: Type-C | Potência de até 100 – 240 W

Para qualquer questão adicional, contacte-nos; a Dataframe tem profissionais habilitados, com largos anos de experiência e certificados, para todo o tipo de soluções complexas.

Pode também consultar, os nosso artigos anteriores (sugere-se a ordem de leitura abaixo):

Algumas breves notas sobre o modelo OSI (Open Systems Interconnection)

O que é um Sistema Operativo (Operating System)

Algumas breves notas sobre CPU (Processador), RAM (Memória) e Storage (Armazenamento)

Caso pretenda, poderá também consultar, mais alguns artigos interessantes sobre o assunto, na Internet:

What Is USB (Universal Serial Bus)? Meaning, Types, and Importance

USB Decoded: All the Specs and Version Numbers

USB 1.1, 2.0, 3.0 e 4.0: quais as diferenças entre as versões da conexão USB?

USB-IF (Implementers Forum)

Data da última atualização: 2 de Março de 2026

Autor: Paulo Gameiro – Dataframe (General Manager)

O que é um File System (Sistema de Ficheiros) ?

Um File System (Sistema de Ficheiros), é a forma como um sistema operativo (pode consultar o nosso artigo O que é um Sistema Operativo (Operating System)), estrutura e organiza a informação, para a armazenar, gerir e aceder, essa estrutura (de forma simplista), é constituída por partições (divisões dos discos fisicos), diretórios (divisões das partições) e ficheiros (programas e dados), num dispositivo de armazenamento (como um SSD, ou HDD) (pode consultar o nosso artigo Algumas breves notas sobre CPU (Processador), RAM (Memória) e Storage (Armazenamento)).

O File System (Sistema de Ficheiros) funciona também como um índice digital, ou catálogo que também define as regras da nomenclatura, a localização e como os dados são fisicamente gravados e acedidos, possibilitando que as aplicações encontrem e utilizem os dados sem corrupção (pode consultar o nosso artigo Algumas breves notas sobre ficheiros executáveis (programas, ou aplicações) e ficheiros de dados).

Com efeito, sem um File System (Sistema de Ficheiros), os dispositivos de armazenamento, seriam apenas grandes blocos de dados “sem utilidade”, uma vez que o sistema operativo, não saberia por exemplo, localizar os dados (ficheiros), nem onde começa e termina um ficheiro e começa outro e termina.

O sistema operativo Microsoft Windows (nas suas primeiras versões), usava o File System (Sistema de Ficheiros), designado por File Allocation Table (FAT), “herdado” do sistema operativo MS-DOS (Microsoft Disk Operating System), existiu ainda uma versão melhorada, designada por FAT32 que ultrapassa algumas das limitações, da versão original, mas partir do Microsoft Windows NT (em 1993), foi introduzida o NT File System (NTFS) que é a versão atual do File System (Sistema de Ficheiros), ainda utilizado nos sistemas operativos Microsoft. Caso pretenda, aprofundar os seus conhecimentos sobre File Allocation Table (FAT) e o NT File System (NTFS), pode consultar, por exemplo, o artigo Overview of FAT, HPFS, and NTFS File Systems.

Cada sistema operativo, possui compatibilidade com um, ou mais File System (Sistema de Ficheiros)(mas só usa um), um dos mais inovadores foi o IBM HPFS (High Performance File System) que foi introduzido pelo sistema operativo IBM OS/2 1.2 (em 1989), inicialmente para permitir o acesso aos discos rígidos de maior capacidade que estavam a surgir na altura, no mercado. Caso pretenda saber mais, sobre o HPFS (High Performance File System), pode consultar o artigo, referido no parágrafo anterior.

O Linux também utiliza diferentes File System (Sistema de Ficheiros), como Ext4 (Fourth Extended Filesystem) (que oferece maior compatibilidade e um bom desempenho), Btrfs (B-Tree File System)(oferecendo proteção de dados avançada, ideal para dados críticos), XFS, JFS e ZFS, para gerir e armazenar dados, em dispositivos de armazenamento. Por exemplo, as NAS (Network Attached Storage) da Synology, utilizam principalmente o Btrfs (B-Tree File System) como sistema de ficheiros recomendado para dispositivos modernos, mas os modelos mais antigos, ou de entrada, bem como para aplicações específicas, podem utilizar o Ext4 (Fourth Extended Filesystem).

Para qualquer questão adicional, contacte-nos; a Dataframe tem profissionais habilitados, com largos anos de experiência e certificados, para todo o tipo de soluções complexas.

Pode também consultar, os nosso artigos anteriores (sugere-se a ordem de leitura abaixo):

O que é um Sistema Operativo (Operating System)

Algumas breves notas sobre CPU (Processador), RAM (Memória) e Storage (Armazenamento)

Algumas breves notas sobre ficheiros executáveis (programas, ou aplicações) e ficheiros de dados

O que é uma NAS (Network Attached Storage)?

Verificação de integridade do sistema de ficheiros e ficheiros, do Microsoft Windows

Caso pretenda, poderá também consultar, mais alguns artigos interessantes sobre o assunto, na Internet:

Overview of FAT, HPFS, and NTFS File Systems

Data da última atualização: 16 de Fevereiro de 2026

Autor: Paulo Gameiro – Dataframe (General Manager)

Como agendar comandos de Restart (Reinício) e Shutdown (Desligar), em Microsoft Windows

O presente artigo, na verdade divide-se em duas partes distintas, em primeiro lugar, quais são os comandos necessários, para executar as operações pretendidas, de Restart (Reinício) e Shutdown (Desligar), de um computador, com sistema operativo Microsoft Windows (pode consultar o nosso artigo O que é um Sistema Operativo (Operating System)); na segunda parte, como os podemos executar de forma automatizada (ou seja, em modo diferido).

Para a primeira parte, são necessárias as instruções, para realizar as tarefas que pretendemos, os casos que pretendemos, são executar os comandos de Restart (Reinício) (muito útil em servidores) e Shutdown (Desligar), ambas usam o mesmo executável shutdown.exe, mas usando parâmetros diferentes. Para uma mais fácil organização, aconselhamos a construção de um ficheiro .BAT, criado com o Notepad (notepad.exe), incluindo as instruções necessárias (ver abaixo).

RESTART %windir%\system32\shutdown.exe /r /t 30
*Com 30 segundos, antes do reinício.

SHUTDOWN %windir%\system32\shutdown.exe /s /t 0
*Com desligar imediato (0 segundos).

Para a segunda parte, vamos usar o Microsoft Task Scheduler (Agendador de Tarefas) (tasksched.msc) é um utilitário integrado (que está sempre a ser executado, em segundo plano), do Microsoft Windows que automatiza a execução de programas, scripts e outras tarefas, em momentos específicos configurados, ou quando ocorrem determinados eventos (agenda operações recorrentes, ou únicas).

De forma simplista, funciona como um relógio digital do computador, gerindo de forma automática e em horas pré-determinadas (por vezes, em função de determinados eventos, sendo esta opção, um pouco mais elaborada), manutenções de rotina do sistema, cópias de segurança, atualizações, ou scripts personalizados (conjuntos pré-definidos de instruções), sem intervenção manual do utilizador (ou administrador), utilizando “gatilhos” para definir o “quando” e as “ações” para definir o “quê” acontece.

Para criar uma Tarefa (Task), no Task Scheduler (Agendador de Tarefas), com definições básicas, no Microsoft Windows, siga os seguintes passos:

1.Abra o Menu Start (Iniciar).
2.Pesquise por Task Scheduler (Agendador de Tarefas) e clique no resultado, para abrir a aplicação.
3.Clique com o botão direito do rato, na ramificação Task Scheduler Library (Biblioteca do Agendador de Tarefas) e selecione a opção New Folder (Nova Pasta).
4.Introduza um nome para a pasta (por exemplo, MinhasTarefas) (este passo não é obrigatório, mas é recomendável; manter as suas tarefas, separadas das tarefas do sistema e das aplicações).
5.Clique no botão OK.
6.Expanda a ramificação Task Scheduler Library (Biblioteca do Agendador de Tarefas) e selecione a pasta MinhasTarefas.
7.Clique no menu Action (Ação).
8.Selecione a opção Create Basic Task (Criar Tarefa Básica).
9.Na definição Name (Nome), introduza um nome para a tarefa (por exemplo, Restart (Reinício)).
10.(Opcional) Na definição Description (Descrição), escreva uma descrição para a tarefa.
11.Clique no botão Next (Seguinte).
12.Selecione a opção Monthly (Mensal) (por exemplo, para um Restart (Reinício) mensal).
13.Clique no botão Next (Seguinte).
14.Selecione a opção, Months (Meses) “Select all months” e Days (Dias), selecionar dia 1, para especificar o dia em que a tarefa será executada (por exemplo, no dia 1, de cada mês).
15.Clique no botão Next (Seguinte).
16.Selecione a opção, Start a program (Iniciar um programa), para iniciar uma aplicação, executar um comando, ou executar um ficheiro de script (no nosso caso o nome do ficherio . BAT criado anteriormente.
17.Na definição “Program/Script”, especifique o caminho para o “Script” (o nosso ficheiro .BAT).
18.Clique no botão Next (Seguinte).
19.Clique no botão Finish (Concluir).

Para qualquer questão adicional, contacte-nos; a Dataframe tem profissionais habilitados, com largos anos de experiência e certificados, para todo o tipo de soluções complexas.

Pode também consultar, os nosso artigos anteriores (sugere-se a ordem de leitura abaixo):

O que é um Sistema Operativo (Operating System)

O que é um Server (Servidor) e as suas funções

Caso pretenda, poderá também consultar, mais alguns artigos interessantes sobre o assunto, na Internet:

How to create an automated task using Task Scheduler on Windows 10

Data da última atualização: 2 de Fevereiro de 2026

Autor: Paulo Gameiro – Dataframe (General Manager)

Porque comprimir ficheiros (formatos e utilitários)

Os ficheiros executáveis (programas, ou aplicações) e os ficheiros de dados (informação de texto, imagem, áudio, video, ou outra) (para mais informação, pode consultar o nosso artigo Algumas breves notas sobre ficheiros executáveis (programas, ou aplicações) e ficheiros de dados), são somente um conjunto de bits (uns e zeros) que são armazenados nos discos (para mais informação, pode consultar o nosso artigo Algumas breves notas sobre CPU (Processador), RAM (Memória) e Storage (Armazenamento)).

Com a generalização da utilização dos computadores e como no início as comunicações entre sistemas, eram bastante lentas (da ordem dos Kb (KiloBits), ou menos), a dimensão dos ficheiros (em KB (KiloBytes), MB (MegaBytes), GB (GigaBytes)) era muito relevante e desde cedo se pensaram formas de “otimizar” a dimensão, de forma a reduzi-la para os poder transmitir de forma mais rápida e eficiente. Por outro lado, existia também a necessidade, de colocar vários ficheiros (e diretórios), num único ficheiro, para mais fácil transmissão e \ ou transporte (em suportes externos, na altura Floppy Disk, ou outros suportes físicos, ainda anteriores).

Os formatos mais populares de ficheiros comprimidos (e por vezes encriptados), são entre outros, o formato ZIP (.zip) (talvez o mais comum e usado, amplamente suportado, com suporte integrado, nos sistemas operativos Microsoft Windows e Apple MacOS), RAR (.rar) (proprietário, conhecido pela sua forte compressão, recuperação de erros e encriptação forte), 7z (.7z) (oferece uma compressão muito elevada, talvez a melhor relação (ratio)) e GZIP | TAR (.gz, .tgz)(comprime ficheiros individuais; frequentemente combinado com TAR (.tar.gz, .tgz) para juntar vários ficheiros, comum em sistemas operativos Linux / Unix.).

De forma muito resumida e simplista, foram desenvolvidos algoritmos que implementados em software utilitário permitem a redução da dimensão dos ficheiros, basicamente a compressão (redução) funciona através da remoção de redundâncias nos ficheiros, reduzindo assim o número de bits, necessários para os representar. Por exemplo, o formato ZIP (.zip) é um formato “sem perdas” (“lossless”), o que significa que nenhuma informação é perdida, durante a compressão, os dados originais podem ser reconstruídos de forma exata. O formato ZIP (.zip) usa uma especificação de formato, de dados comprimidos DEFLATE que combina os métodos LZ77 (substitui padrões repetidos) e Codificação de Huffman (atribui códigos mais curtos, a caracteres mais frequentes).

Os sistemas operativos Microsoft Windows, possuem integrado (desde o Microsoft Windows ME/XP), o utilitário que permite comprimir, usando o formato ZIP (.zip), no entanto existem muito utilitários adicionais que o suportam e muitos outros formatos comprimidos, como por exemplo, o WinZIP (um dos mais antigos e conhecidos utilitários do género), ou o 7-Zip (software livre, com código aberto), entre muitos outros.

A partir de determinada altura, a utilização dos utilitários anteriores, deixaram de ter tanta relevância, porque muito formatos de ficheiros de dados, passaram a ter eles mesmos a preocupação de serem optimizados, no que diz respeito à dimensão; ou seja, já incorporar algum tipo de compressão integrada, como por exemplo, os casos dos ficheiros de imagem, com o formato JPEG (.jpeg), ou ficheiros de áudio, com o formato MP3 (.mp3), sendo que este tipo de ficheiros, praticamente não podem ser comprimidos, com os utilitários anteriormente referidos.

Para qualquer questão adicional, contacte-nos; a Dataframe tem profissionais habilitados, com largos anos de experiência e certificados, para todo o tipo de soluções complexas.

Pode também consultar, os nosso artigos anteriores (sugere-se a ordem de leitura abaixo):

Algumas breves notas sobre ficheiros executáveis (programas, ou aplicações) e ficheiros de dados

Algumas breves notas sobre CPU (Processador), RAM (Memória) e Storage (Armazenamento)

Caso pretenda, poderá também consultar, mais alguns artigos interessantes sobre o assunto, na Internet:

What is Data Compression and How Does It Work

Como comprimir ficheiros para facilitar o armazenamento

O que são algoritmos de compactação de dados?

Data da última atualização: 19 de Janeiro de 2026

Autor: Paulo Gameiro – Dataframe (General Manager)

O que é o FTP (File Transfer Protocol) ?

Como o próprio nome indica, o FTP (File Transfer Protocol) é um protocolo (conjunto de regras) que permite o envio e receção de ficheiros (informação), sendo um dos mais antigos protocolos existentes, desde o início da rede ARPANET (Advanced Research Projects Agency Network) (na década de 60, do século 20) que deu origem à Internet atual.

O protocolo FTP (File Transfer Protocol), em termos de modelo OSI (Open Systems Interconnection), encontra-se situado ao nível do Application Layer; ou seja, a camada onde o utilizador interage com uma aplicação (software), neste caso quando o utilizador pretende enviar, ou receber, um, ou vários ficheiros (entre dois sistemas, o local e um remoto). Caso pretenda mais informação sobre o modelo OSI (Open Systems Interconnection), pode consultar o nosso artigo anterior Algumas breves notas sobre o modelo OSI (Open Systems Interconnection).

No passado foi um protocolo muito usado, até porque era suportado pelos principais browser´ s (navegadores), não necessitando de um cliente (aplicação) especifica para a sua utilização; contudo a maioria dos browser´ s (navegadores) mais usados, removeu o suporte integrado de FTP (File Transfer Protocol), por motivos de segurança e manutenção. Com efeito, atualmente as opções práticas, dividem-se em três categorias: usar extensões de browser (navegador), clientes integrados no sistema operativo e clientes (aplicações) externas (nós preferimos esta última opção).

O protocolo FTP (File Transfer Protocol), atualmente já é pouco usado por ser considerado pouco seguro, porque transferia a informação (ficheiros), em modo texto (plaintext), sem encriptação (codificação), sendo relativamente fácil de interceptar e “piratear”. O protocolo por defeito, usava a porta (port) 20 para a transferência de dados (data transfer) e a porta (port) 21 para o processo de controlo da comunicação (control (command)).

De referir que atualmente, por vezes, a forma mais fácil de transferir ficheiros (especialmente de forma individual), é utilizando um browser (navegador) e o protocolo http (ou htpps), contudo para a transferência de múltiplos ficheiros, as versões atuais mais seguras do FTP (File Transfer Protocol) continuam a ser muito úteis, por exemplo, em gestão, manutenção e backup (cópias de segurança) de sites Internet. As versões mais atuais e seguras do protocolo são o SFTP (Secure File Transfer Protocol, ou SSH File Transfer Protocol) e o FTPS (File Transfer Protocol Secure) que abaixo descrevemos, de forma muito sintética.

O SFTP (Secure File Transfer Protocol, ou SSH File Transfer Protocol) é um protocolo de rede que permite a transferência segura de arquivos entre computadores, funcionando sobre o SSH (Secure Shell) (no fundo um cliente FTP, construído sobre o protocolo SSH), usando encriptação forte para proteger os dados trasnferidos, comandos e identificação (utilizador e palavra passe) em trânsito, oferecendo um método robusto para envio e receção de ficheiros, com recursos, como retoma (recuperação) de transferências, autenticação via chaves SSH e funcionamento sobre uma porta (port) única (22 por defeito), ideal para dados sensíveis.

O FTPS (File Transfer Protocol Secure) é uma extensão segura, do protocolo FTP (File Transfer Protocol) padrão que adiciona uma camada de encriptação SSL/TLS (Secure Sockets Layer / Transport Layer Security) para proteger a transferência de ficheiros, garantindo que ficheiros (dados) e também nomes de utilizadores e palavras passe (password), sejam enviados de forma encriptada, não em texto (plaintext). O protocolo por defeito, usava a porta (port) 989 para a transferência de dados (data transfer) e a porta (port) 990 para o processo de controlo da comunicação (control (command)) (mas também pode usar a porta (port) 21, para controlo).

Na nossa opinião, atualmente a opção que nos parece mais adequada (e a que usamos), é a utilização de um cliente (aplicação) FTP externo dedicado, existindo imensas opções, no nosso caso, preferimos usar o FileZilla, por ser de código aberto e multiplataforma (suportado em múltiplos sistemas operativos) e por fim, suportar as diversas versões mais usadas do protocolo, acima referidas, o FTP (File Transfer Protocol), SFTP (Secure File Transfer Protocol, ou SSH File Transfer Protocol) e FTPS (File Transfer Protocol Secure); para outras opções, pode ver, por exemplo, o WinSCP, ou o Cyberduck.

Para qualquer questão adicional, contacte-nos; a Dataframe tem profissionais habilitados, com largos anos de experiência e certificados, para todo o tipo de soluções complexas.

Pode também consultar, os nosso artigos anteriores (sugere-se a ordem de leitura abaixo):

Algumas breves notas sobre o modelo OSI (Open Systems Interconnection)

Caso pretenda, poderá também consultar, mais alguns artigos interessantes sobre o assunto, na Internet:

A Brief History of the Internet

SFTP vs FTPS: O que é melhor e por quê?

Data da última atualização: 5 de Janeiro de 2026

Autor: Paulo Gameiro – Dataframe (General Manager)