O que fazer quando um utilizador sai da empresa (lista rápida)

A saída de um colaborador de uma empresa e a suas possíveis consequências e implicações numa rede informática empresarial, podem ser extremamente importantes; por isso é muito importante ter um conjunto de ações pré-definidas, para desativar rapidamente todos os acessos do referido colaborador.

Para uma melhor compreensão sobre as implicações da saída de um colaborador, poderá ler previamente os nossos artigos, sobre a instalação de um computador novo, com o Microsoft Windows, Instalação de máquinas Microsoft Windows (lista rápida) e Instalação de máquinas Microsoft Windows (breves notas).

A lista de tarefas pré-definidas (checklist) que nos facilita o processo de desativação dos acessos do utilizador (em primeiro lugar, só se desativam as contas, só posteriormente se removem quando já não existem dúvidas quando à acessibilidade de todos os sistemas e informação \ dados), pode por exemplo, de forma muita abreviada e simples, ser a seguinte:

O utilizador de VPN (Virtual Private Network) deve ser desativado (não apagado), no concentrador de VPN; para deixar o utilizador, sem acessos remotos, à rede empresarial.

O utilizador do domínio local Microsoft, na Active Directory (ou na Microsoft Azure (Cloud)) deve ser desativado (não apagado); ou seja, o utilizador fica com o acesso bloqueado, a todos os servidores internos (ou externos) Microsoft Windows Server.

Colocar um outro utilizador da empresa (que fica responsável pelo acesso aos dados deixados), com acesso “Full Access”, aos diretórios (dados) anteriormente usados nos servidores, pelo utilizador (em especial a Home Directory).

• Numa fase posterior, a máquina (Computer) do utilizador, deve ser removida do domínio local Microsoft, na Active Directory (ou na Microsoft Azure (Cloud)), caso a máquina tenha ficado com o utilizador (e não seja da mais da empresa; ou não seja mais atribuída a outro utilizador).

A remover (libertar) licenças de software, dos produtos utilizados, como por exemplo, Microsoft 365 (antigo Microsoft Office 365); ou dos produtos de segurança (como por exemplo, da consola Trend Micro Worry-Free Services). *Para este último item, é necessário o Computername (nome do computador).

Redirecionar conta de e-mail do utilizador, para um outro utilizador da empresa (que fica responsável pelo acesso ao e-mail que ainda chegue para essa conta); após um prazo de transição, desativar conta e posteriormente removê-la.

Para qualquer questão adicional, contacte-nos; a Dataframe tem profissionais habilitados, com largos anos de experiência e certificados, para todo o tipo de soluções complexas.

Pode também consultar, os nosso artigos anteriores (sugere-se a ordem de leitura abaixo):

Instalação de máquinas Microsoft Windows (lista rápida)


Instalação de máquinas Microsoft Windows (breves notas)


O que é uma VPN (Virtual Private Network)?


O concentrador de VPN e os melhores protocolos de VPN



Data da última atualização: 15 de Setembro de 2025

Autor: Paulo Gameiro – Dataframe (General Manager)

Porquê possuir duas ligações à Internet, numa rede local (LAN (Local Area Network)) empresarial

As redes de área local (LAN – Local Area Network) (pode consultar o nosso artigo As redes de area local (LAN – Local Area Network) e alguns conceitos básicos (AD, DHCP e DNS)?), são constituídas por diversos elementos que permitem interligar um conjunto de equipamentos informáticos (equipamentos de rede), entre eles, os postos de trabalho (desktop, laptop, tablet e mobile) e servidores, possuindo acessos para o exterior, normalmente pela Internet.

De referir que atualmente a maior parte das redes de área local (LAN – Local Area Network) das empresas, contém somente postos de trabalho (desktop, laptop, tablet e mobile), uma vez que a maior parte, ou a totalidade das funcionalidade residentes nos servidores (como as principais aplicações) e os próprios servidores (pode consultar o nosso artigo O que é um Server (Servidor) e as suas funções), foram passados para o exterior (“residindo” agora essas aplicações e servidores, na Internet (Cloud)), portanto quando uma empresa não possui uma ligação funcional à Internet, a atividade da empresa poderá estar comprometida. A opção, é ter pelo menos uma segunda ligação que permita redundância, obtendo uma ligação “permanente” à Internet (supondo que a probabilidade de as duas ligações à Internet, deixarem de funcionar em simultâneo é extremamente reduzida).

O acesso à Internet normalmente é facultado às redes locais (LAN (Local Area Network)), por um Router que interliga a rede local, à Internet (ver o nosso artigo O que é um Router (Roteador)?), atualmente e na maior parte dos casos, controlado e gerido por parte do ISP (Internet Service Provider); ou seja, o operador de telecomunicações que fornece o acesso Internet (normalmente MEO, Vodafone, NOS ou outro). Na figura acima, designado Router Fibra, uma vez que atualmente e na maior parte dos casos, a ligação utiliza fibra ótica do operador (lado exterior) e do lado interior, terá uma ligação Ethernet a 1 Gbps (ou 100 Mbps), à LAN (Local Area Network)), ou a um segundo Router (ver abaixo).

Contudo e porque isso acarreta uma mais-valia muito grande (que veremos abaixo), em redes locais (LAN – Local Area Network), de pequena dimensão, podemos ter um segundo Router que possui também funções de Firewall e VPN Concentrator \ Gateway integrados num único dispositivo, podendo ainda acumular outras funções, como por exemplo, Content Filter (ver o nosso artigo O que é a Filtragem de Conteúdo da Web (WCF – Web Content Filtering)?), Dynamic DNS (pode consultar Getting Started with Dynamic DNS), mas também a possibilidade de ter múltiplas ligações à Internet com redundância e \ ou balanceamento de carga (numa situação simples, pelo menos duas ligações diferentes à Internet).

A primeira e principal vantagem, será o isolamento da rede de área local (LAN – Local Area Network), face à Internet e do Router (controlado e acedido pelo ISP (Internet Service Provider)), proporcionado o aumento considerável de segurança (sendo este segundo Router, usado como router \ firewall), uma vez que mesmo que o equipamento (router) de ligação à Internet, seja comprometido em termos de segurança, a rede interna continua isolada (num segmento de rede separado); a segunda grande vantagem será o funcionamento desse equipamento como VPN Concentrator \ Gateway que permitirá acessos remotos seguros, a partir do exterior da rede local, estabelecendo VPN´ s (Virtual Private Network) (mesmo quando o IP de ligação à Internet é dinâmico, usando Dynamic DNS); a terceira grande vantagem e a que é objeto principal deste artigo, será a possibilidade de ligações múltiplas à Internet com redundância e \ ou balanceamento de carga. Poderá também ler, o nosso artigo anterior Porque separar uma rede interna LAN (Local Area Network), da rede externa WAN (Wide Area Network).

O equipamento de separação (na figura acima, o equipamento Draytek Vigor 2962), da ligação WAN (Wide Area Network) \ Internet (o primeiro Router, do ISP), da rede local LAN (Local Area Network), poderá gerir múltiplas ligações WAN (Wide Area Network) \ Internet, pelo menos duas (2) de forma a fornecer redundância e \ ou balanceamento de carga (neste caso, permite ter sempre as duas ligações Internet ativas e distribuindo sempre o tráfego pelas duas ligações). A redundância pode ser muito útil, na medida em que nos dias de hoje, se está quase totalmente dependente da conectividade Internet, assim sendo podemos ter duas (2) (ou mais ligações), por exemplo de dois operadores (ISP) diferentes e também de tecnologias diferentes; por exemplo, um primeiro ISP, com um Router, com uma ligação de fibra ótica (Router Fibra) e um segundo ISP diferente, com um router 4G/5G (Router 4G/5G), teremos neste caso um cenário de falha Internet altamente improvável (mas não impossível, isto caso falhem as duas ligações à Internet em simultâneo).

Para qualquer questão adicional, contacte-nos; a Dataframe tem profissionais habilitados, com largos anos de experiência e certificados, para todo o tipo de soluções complexas.

Pode também consultar, os nosso artigos anteriores (sugere-se a ordem de leitura abaixo):

Porque separar uma rede interna LAN (Local Area Network), da rede externa WAN (Wide Area Network)

As redes de area local (LAN – Local Area Network) e alguns conceitos básicos (AD, DHCP e DNS)?

O que é um Server (Servidor) e as suas funções

O que é uma firewall de rede (network firewall)?

O que é uma VPN (Virtual Private Network)?

O concentrador de VPN e os melhores protocolos de VPN

O que é um Router (Roteador)?

Data da última atualização: 1 de Setembro de 2025

Autor: Paulo Gameiro – Dataframe (General Manager)

O que é a tecnologia Powerline e para que serve ?

A parte da infraestrutura física de interligação, entre os diversos equipamentos de rede, normalmente é constituída por uma rede Ethernet (normalmente a 1 Gbps), constituída pela cablagem (cabos e conectores) e um comutador (switch) (ver o nosso artigo O que é um Switch (Comutador) ?), ou vários e as placas de rede (com fios, ou sem fios (wireless WI-FI)), existentes nos postos de trabalho e outros equipamentos de rede (entre eles, Router (Roteador), Access Point (Ponto de Acesso) e muitos outros).

Ao equipamento que interliga a LAN (Local Area Network) à WAN (Wide Area Network), na maioria dos casos e nos dias que correm, uma ligação à Internet, designa-se por Router (Roteador) (pode consultar o nosso artigo O que é um Router (Roteador) ?), porque da forma muito simples, é o equipamento que permite o acesso (reencaminha o tráfego para o exterior) ao exterior da LAN (Local Area Network) e também um dos equipamentos que permite o acesso a partir do exterior.

Nas pequenas redes locais (especialmente as “caseiras”), na maior parte das casas, existe um único equipamento que integra o Router (Roteador), Comutador (Switch) e Access Point (Ponto de Acesso) para ligações sem fios (wireless WI-FI) (ver o nosso artigo O que é um ponto de acesso (AP Access Point), para acessos sem fios (wireless)), sendo normalmente necessário ligar vários postos de trabalho (desktop, laptop, tablet e mobile), sendo por isso usados um misto de tecnologias sem fios (wireless) e cabos Ethernet (a 100 Mbps, ou a 1 Gbps).

As infraestruturas de rede, por cabo (“comunicações confinadas”), atualmente na maior parte dos casos, constituídas por redes Ethernet (a 1 Gbps), normalmente são as que garantem, maior segurança, mais largura de banda (velocidade), maior previsibilidade (com pouca flutuação de desempenho na transmissão, ao longo do tempo) e mais baratas.

Em casas modernas (ou novas) aconselha-se vivamente a instalação, de cablagens para redes Ethernet a Gigabit, caso não exista pré-instalação, pelas razões anteriormente evocadas; em casa antigas, poderá ser algo problemático “passar” cabos por diversas razões, por isso por vezes, atualmente e com frequência usam-se tecnologias sem fios (wireless WI-FI).

Contudo as tecnologias sem fios (wireless WI-FI) (na maior arte dos casos “propagação de ondas radioelétricas, em espaço aberto”), tem alguns inconvenientes que devem ser levados em conta, uma delas é a crescente saturação do espectro radioelétrico, com a consequente saturação do espectro e a interferência “destrutiva”; variando muito em desempenho em função de imensos fatores, desde ambientais (humidade, temperatura, etc), materiais de construção das casas, ou dos obstáculos físicos (e tipo de materiais usados), da existências de vizinhos com equipamentos semelhantes (usando as mesmas frequências), ou de outros equipamentos que usem ondas radioelétricas que geram harmónicas (frequências próximas), por fenómenos de reflexão, ou outros; resumindo e de forma muito simplista, utilizando tecnologias sem fios (wireless WI-FI) de rede, cada mais existe imprevisibilidade e falta de fiabilidade no desempenho (para além de serem mais fáceis de violar, em termos de segurança).

A tecnologia Powerline usa a infraestrutura elétrica (cabos elétricos existentes) de uma casa, transformando-a em “cabos de rede” e transportando os “dados” entre as divisões da casa, onde existam tomadas elétricas (“propagação de ondas radioelétricas, em espaço confinado”). Por isso, são uma alternativa à necessidade de instalar cabos de rede Ethernet, por toda a casa; por outro lado, estes sistemas utilizam a instalação elétrica existente, para estender a rede de “dados”, para locais onde a cobertura da rede sem fios (wireless), não seja adequada (ou pelas diversas razões anteriormente referidas).

Para construir uma rede básica Powerline, são necessários no mínimo, dois dispositivos Powerline. Para uma solução o mais básica possível, um dos dispositivos Powerline liga-se a uma tomada elétrica (junto ao router) e o cabo de “dados” diretamente ao router (por um cabo Ethernet) e o outro equipamento Powerline coloca-se numa tomada elétrica, na divisão onde deseja conectar um computador (que se liga ao equipamento Powerline, por um cabo Ethernet).

A tecnologia Powerline sofre menos perda de dados, mais estável (sem tanta flutuação) e alcançam melhores velocidades de transferência do que uma rede sem fios (wireless Wi-Fi) tradicional, especialmente em casas de grande dimensão. Para casos, de ligação de um único comptador numa divisão remota da casa, como caves, ou sótãos, é uma solução perfeita (não se recomenda em situações empresarias, a não ser em casos muito muito específicos e concretos, depois de estudo adequado de alternativas).

Para se iniciar à tecnologia Powerline (caso pretenda ler um pouco mais sobre o assunto, pode por exemplo, consultar What is Powerline ?), pode usar por exemplo, o TP-Link TL-PA7017P KIT, de forma a ligar um computador no seu sótão (ou cave), ao router (routeador) que liga à sua rede Internet. A opção anterior, possibilita uma ligação entre dois pontos, através dos seus cabos elétricos, usando a tecnologia Powerline, numa distância de até 300 metros (embora dependa da qualidade e da idade da sua instalação elétrica).

Para qualquer questão adicional, contacte-nos; a Dataframe tem profissionais habilitados, com largos anos de experiência e certificados, para todo o tipo de soluções complexas.

Pode também consultar, os nosso artigos anteriores (sugere-se a ordem de leitura abaixo):

As redes de area local (LAN – Local Area Network) e alguns conceitos básicos (AD, DHCP e DNS)?

O que é um endereço IP (IP Address), endereços públicos e privados, estáticos e dinâmicos

O que é um Switch (Comutador) ?

O que é um Router (Roteador)?

O que é um ponto de acesso (AP Access Point), para acessos sem fios (wireless)

Data da última atualização: 3 de Março de 2025

Autor: Paulo Gameiro – Dataframe (General Manager)

O que é o Dynamic DNS (Domain Name System) ?

As redes de área local (LAN – Local Area Network) (pode consultar o nosso artigo As redes de area local (LAN – Local Area Network) e alguns conceitos básicos (AD, DHCP e DNS)?), são constituídos por diversos elementos que permitem interligar um conjunto de equipamentos informáticos (equipamentos de rede), entre eles, os postos de trabalho (desktop, laptop, tablet e mobile) e servidores, possuindo acessos para o exterior, normalmente pela Internet.

A parte da infraestrutura física de interligação, entre os diversos equipamentos de rede, normalmente é constituída por uma rede Ethernet (atualmente, normalmente a 1 Gbps), constituída pela cablagem (cabos e conectores) e um comutador (switch) (ver o nosso artigo O que é um Switch (Comutador) ?), ou vários e as placas de rede (com fios, ou sem fios (wireless)), existentes nos postos de trabalho e outros equipamentos de rede (entre eles, Router (Roteador), Network Printers, NAS (Network Attached Storage), Firewall, VPN Concentrator e muitos outros).

De referir que todos os equipamentos de rede anteriormente referidos (e outros), possuem um endereço IP (IP Address) atribuído a todos eles (na maioria das vezes, atribuídos por um DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol) Server), esse endereço é efetivamente a forma pelo qual os equipamentos normalmente são acedidos, contudo o utilizadores nas redes locais, usam nomes lógicos de mais fácil perceção e memorização, normalmente designados por computername (terminalogia Microsoft), ou hostname (terminologia Unix \ Linux e outros); resumindo, os utilizadores normalmente utilizam nomes lógicos que são convertidos para endereços IP (IP Address) (sobre o assunto, pode consultar o nosso artigo O que é um endereço IP (IP Address), endereços públicos e privados, estáticos e dinâmicos), normalmente por um servidor DNS (Domain Name System).

O DNS (Domain Name System) Server é um servidor que permite a resolução de nomes lógicos internos e \ ou Internet (pode ser interno e \ ou externo), para endereços IP (IP Address); ou seja é um sistema de gestão de nomes “lógicos” hierárquico e distribuído, visando resolver nomes de domínios, em endereços de rede IP (IP Address).

Ao equipamento que interliga a LAN (Local Area Network) à WAN (Wide Area Network), na maioria dos casos e nos dias que correm, uma ligação à Internet, designa-se por Router (Roteador) (pode consultar o nosso artigo O que é um Router (Roteador)?), porque da forma muito simples, é o equipamento que permite o acesso (reencaminha o tráfego para o exterior) ao exterior da LAN (Local Area Network) e também o equipamento que permite o acesso a partir do exterior.

Em pequenas e médias empresas PME (Pequenas e Médias Empresas), normalmente o operador ISP (Internet Service Provider) que fornece o acesso Internet coloca um Router (Roteador) que liga à fibra ótica (suporte físico) que dá acesso à Internet, mas que tem funcionalidade reduzidas e muito limitadas (de baixo custo), sendo que o endereço IP (IP Address) externo que interliga o Router (Roteador) com a Internet, é um endereço dinâmico (ou seja que pode variar ao longo do tempo). Nas ligações empresarias o endereço IP (IP Address) externo do Router (Roteador) que liga à Internet, pode ser um IP (IP Address) endereço fixo, mas tem custos adicionais, relativamente elevados e por isso na maior dos casos é dinâmico.

Nos casos em que o Router (Roteador) que liga à Internet, possui um endereço IP (IP Address) dinâmico (na interface externa) e se necessitarmos de acessos remotos seguros, a partir do exterior à rede local LAN (Local Area Network), usando por exemplo um VPN Concentrator \ Gateway (ver o nosso artigo O que é uma VPN (Virtual Private Network)?), necessitamos de um serviço de Dynamic DNS (Domain Name System) que nos permita ter acesso do exterior usando um nome lógico, em vez de um endereço IP (IP Address) que vai variando com o tempo (para mais detalhes, pode por exemplo, consultar o artigo What is Dynamic DNS (DDNS)?).

De referir que existem imensos serviços de Dynamic DNS (DDNS), alguns deles gratuitos (neste caso, por vezes utilizamos o DrayTek DDNS Service (DrayDDNS), associados aos equipamentos Drayetl Vigor); na maior partes dos casos, nós utilizamos um serviço pago, simples, de excelente qualidade e um dos mais antigos, o Oracle Dynamic DNS.

De referir que nos casos em que o Router (Roteador) que liga à Internet, possui um endereço IP (IP Address) dinâmico (na interface externa) e necessitamos de acessos remotos seguros, a partir do exterior à rede local LAN (Local Area Network), usando por exemplo um VPN Concentrator \ Gateway (interno), necessitamos ainda de um Router (Roteador) que suporte NAT (Network Address Translation), este assunto será objeto de outro artigo.  Caso pretenda ler sobre o assunto, pode por exemplo consultar O que é conversão de endereço de rede (Network Address Translation, NAT)?.

Para qualquer questão adicional, contacte-nos; a Dataframe tem profissionais habilitados, com largos anos de experiência e certificados, para todo o tipo de soluções complexas.

Pode também consultar, os nosso artigos anteriores (sugere-se a ordem de leitura abaixo):

As redes de area local (LAN – Local Area Network) e alguns conceitos básicos (AD, DHCP e DNS)?

O que é um Switch (Comutador) ?

O que é um Router (Roteador)?

O que é uma VPN (Virtual Private Network)?

O que é um endereço IP (IP Address), endereços públicos e privados, estáticos e dinâmicos

Data da última atualização: 17 de Fevereiro de 2025

Autor: Paulo Gameiro – Dataframe (General Manager)

O que é um endereço IP (IP Address), endereços públicos e privados, estáticos e dinâmicos

O presente assunto é objeto de inúmeros livros e documentos (podendo ser um assunto extremamente extenso e com algum grau de complexidade), portanto não temos a pretensão de o explicar, mas tão simplesmente de fazer uma breve e simples abordagem.

Um endereço IP (Internet Protocol) (IP Address) é um conjunto de números únicos de identificação, atribuídos a cada equipamento (dispositivo), ligados em redes locais LAN (Local Area Network) e à Internet. Os computadores (e outros dispositivos) que comunicam através da Internet, ou em redes locais LAN (Local Area Network), partilham e comunicam informação entre si, utilizando os endereços IP (Internet Protocol).

Os endereços IP (Internet Protocol) atualmente, possuem duas versões, ou normas distintas. Os endereços IP (Internet Protocol) versão 4 (IPv4) é o mais antigo dos dois (e ainda largamente usado), tem um espaço de endereçamento, de até 4 mil milhões (mais concretamente 4.294.967.296) de endereços IP e ainda é usado, por todos os computadores. A versão mais recente do IP (Internet Protocol) versão 6 (IPv6), tem espaço para triliões de endereços IP (Internet Protocol) e pode ser usado, por toda uma nova geração de novos dispositivos, como por exemplo, os Embedded Computer (Computadores Integrados), ou os IoT (Internet of Things) (pode consultar o nosso artigo Os diversos tipos de computadores e as NUC (Next Unit of Computing)).

De referir que apesar da gradual transição para o IPv6 (a adoção tem sido lenta, devido à sua maior complexidade e necessidade de dispositivos compatíveis com a norma), o IPv4 continua a ser um padrão largamente usado, para a maioria das comunicações locais (nas redes locais) e na Internet.
Em função do exposto acima, vamos aqui focar-nos somente e muito brevemente nos endereços IPv4 que são baseados no sistema binário, composto por 32 dígitos binários (ou bits); cada endereço IPv4, é um número de 32 bits, dividido em quatro segmentos, ou octetos (bytes), cada octeto contém 8 bits (ou byte), sendo o endereço completo 32 bits (ou 4 bytes) (caso pretenda aprofundar o assunto, pode por exemplo, consultar o artigo Classes IPv4: O que são e como são usados).

Os endereços IPv4 são divididos em 5 classes (A, B, C, D, E), usando uma atribuição de endereços estruturada, cada classe foi projetada para lidar com redes de tamanho diferente (classes A, B, C), envio para um conjunto de equipamentos (classe D; são reservados para comunicação “multicast”, onde um único pacote pode ser enviado para vários destinatários simultaneamente), acomodando também entidades específicas (classe E). O objetivo principal e final, é simplificar o processo de roteamento, ou encaminhamento de tráfego, entre as diferentes redes, utilizando equipamentos router (routeador) (pode consultar o nosso artigo O que é um Router (Roteador)?).

Um endereço IP (IP Address) possui sempre associado, uma máscara de rede (subnet mask) que define que parte do endereço, corresponde à rede (network) e dentro dessa rede qual é a identificação da máquina (host), sendo no fundo essa informação que permite reencaminhar (routear) a informação entre as diversas redes. A máscara de rede (subnet mask) de defeito, para os endereços de classe A é 255.0.0.0, para classe B é 255.255.0.0 e para a classe C é 255.255.255.0.

Os endereços IP (IP Address) públicos são de uso alargado e podem ser acessíveis a partir de qualquer outro equipamento (dispositivo) de qualquer ponto, de outras redes públicas, ou privadas e são únicos, em todo o Mundo (estão diretamente ligados à Internet).

Os endereços IP (IP Address) privados são reservados para uso em redes privadas LAN (Local Area Network), permitindo que as organizações configurem redes internas isoladas (ou com roteamento), da Internet pública (estes endereços podem ser repetidos). Os endereços IP (IP Address) da classe A, B e C têm sua própria gama de endereços privados que podem ser utilizadas em redes locais LAN (Local Area Network):

Classe A (endereços privados): 10.0.0.0 a 10.255.255.255
Clase B (endereços privados): 172.16.0.0 a 172.31.255.255
Clase C (endereços privados): 192.168.0.0 a 192.168.255.255

O acesso do exterior a equipamentos, com endereços IP (IP Address) privados, pode ser realizado utilizando o protocolo NAT (Network Address Translation), no router (routeador) que interliga as redes locais LAN (Local Area Network) à Internet.

Os endereços IP (IP Address) públicos e privados, podem ser considerados estáticos, ou dinâmicos.

Pode ser um endereço (IP Address) que uma pessoa configura manualmente, de forma fixa (sendo sempre o mesmo) na rede, para o seu dispositivo (equipamento), neste caso é designado, por endereço IP (IP Address) estático (de notar que também pode ser utilizado um DHCP Server, para atribuir sempre o mesmo endereço, a um determinado dispositivo; processo conhecido, como IP Reservation) .

Um endereço IP (IP Address) dinâmico, é atribuído automaticamente a um dispositivo (equipamento), normalmente através de um servidor DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol). O DHCP Server pode estar em muitos casos (em instalações básicas), “embutido” no router (roteador) de ligação à Internet e que fornece endereços IP (IP Address) aos equipamentos nas pequenas redes locais empresarias (normalmente sem firewall (pode consultar o nosso artigo O que é uma firewall de rede (network firewall)?)), ou em pequenas redes caseiras. De forma simplista, cada vez que um dispositivo (equipamento) se liga na rede, é atribuído um novo endereço IP (IP Address), a partir do conjunto de endereços IP disponíveis (atualmente não atribuídos), normalmente o mesmo endereço é atribuído, por um determinado intervalo de tempo (designado por Lease Time).

A IANA (Internet Assigned Numbers Authority) reserva blocos de endereços IP (IP Address) públicos específicos, para organizações comerciais, departamentos governamentais e ISP (Internet Service Provider); assim por exemplo, quando um utilizador, ou uma pequena rede local se ligam à Internet, o seu ISP atribui-lhe um endereço público, dentro de um dos blocos que lhe estão atribuídos (normalmente de forma dinâmica).

Os endereços IP (IP Address) estão de acordo com o Network Layer do modelo OSI (Open Systems Interconnection); ou seja, a camada que é responsável por conhecer e determinar o caminho da rede (roteamento (routing)), desde o dispositivo remetente, até ao dispositivo recetor; também é responsável pelos esquemas de endereçamento lógico que atribuem endereços aos nós (hosts) da rede, em ambos os lados do caminho de comunicação (pode consultar o nosso artigo Algumas breves notas sobre o modelo OSI (Open Systems Interconnection)).

Caso pretenda aprofundar este assunto, pode por exemplo, ler um dos melhores livros, sobre este assunto Internetworking With TCP/IP, Volume 1 de Douglas Comer.

Para qualquer questão adicional, contacte-nos; a Dataframe tem profissionais habilitados, com largos anos de experiência e certificados, para todo o tipo de soluções complexas.

Pode também consultar, os nosso artigos anteriores (sugere-se a ordem de leitura abaixo):

As redes de area local (LAN – Local Area Network) e alguns conceitos básicos (AD, DHCP e DNS)?

Os diversos tipos de computadores e as NUC (Next Unit of Computing)

O que é um Router (Roteador)?

O que é uma firewall de rede (network firewall)?

Algumas breves notas sobre o modelo OSI (Open Systems Interconnection)

Pode também consultar, caso pretenda o(s) seguinte(s) artigo(s) na Internet:

What Is An IP Address? How Does It Work?

Find your IP address in Windows

Data da última atualização: 3 de Fevereiro de 2025

Autor: Paulo Gameiro – Dataframe (General Manager)