Porque comprimir ficheiros (formatos e utilitários)

Os ficheiros executáveis (programas, ou aplicações) e os ficheiros de dados (informação de texto, imagem, áudio, video, ou outra) (para mais informação, pode consultar o nosso artigo Algumas breves notas sobre ficheiros executáveis (programas, ou aplicações) e ficheiros de dados), são somente um conjunto de bits (uns e zeros) que são armazenados nos discos (para mais informação, pode consultar o nosso artigo Algumas breves notas sobre CPU (Processador), RAM (Memória) e Storage (Armazenamento)).

Com a generalização da utilização dos computadores e como no início as comunicações entre sistemas, eram bastante lentas (da ordem dos Kb (KiloBits), ou menos), a dimensão dos ficheiros (em KB (KiloBytes), MB (MegaBytes), GB (GigaBytes)) era muito relevante e desde cedo se pensaram formas de “otimizar” a dimensão, de forma a reduzi-la para os poder transmitir de forma mais rápida e eficiente. Por outro lado, existia também a necessidade, de colocar vários ficheiros (e diretórios), num único ficheiro, para mais fácil transmissão e \ ou transporte (em suportes externos, na altura Floppy Disk, ou outros suportes físicos, ainda anteriores).

Os formatos mais populares de ficheiros comprimidos (e por vezes encriptados), são entre outros, o formato ZIP (.zip) (talvez o mais comum e usado, amplamente suportado, com suporte integrado, nos sistemas operativos Microsoft Windows e Apple MacOS), RAR (.rar) (proprietário, conhecido pela sua forte compressão, recuperação de erros e encriptação forte), 7z (.7z) (oferece uma compressão muito elevada, talvez a melhor relação (ratio)) e GZIP | TAR (.gz, .tgz)(comprime ficheiros individuais; frequentemente combinado com TAR (.tar.gz, .tgz) para juntar vários ficheiros, comum em sistemas operativos Linux / Unix.).

De forma muito resumida e simplista, foram desenvolvidos algoritmos que implementados em software utilitário permitem a redução da dimensão dos ficheiros, basicamente a compressão (redução) funciona através da remoção de redundâncias nos ficheiros, reduzindo assim o número de bits, necessários para os representar. Por exemplo, o formato ZIP (.zip) é um formato “sem perdas” (“lossless”), o que significa que nenhuma informação é perdida, durante a compressão, os dados originais podem ser reconstruídos de forma exata. O formato ZIP (.zip) usa uma especificação de formato, de dados comprimidos DEFLATE que combina os métodos LZ77 (substitui padrões repetidos) e Codificação de Huffman (atribui códigos mais curtos, a caracteres mais frequentes).

Os sistemas operativos Microsoft Windows, possuem integrado (desde o Microsoft Windows ME/XP), o utilitário que permite comprimir, usando o formato ZIP (.zip), no entanto existem muito utilitários adicionais que o suportam e muitos outros formatos comprimidos, como por exemplo, o WinZIP (um dos mais antigos e conhecidos utilitários do género), ou o 7-Zip (software livre, com código aberto), entre muitos outros.

A partir de determinada altura, a utilização dos utilitários anteriores, deixaram de ter tanta relevância, porque muito formatos de ficheiros de dados, passaram a ter eles mesmos a preocupação de serem optimizados, no que diz respeito à dimensão; ou seja, já incorporar algum tipo de compressão integrada, como por exemplo, os casos dos ficheiros de imagem, com o formato JPEG (.jpeg), ou ficheiros de áudio, com o formato MP3 (.mp3), sendo que este tipo de ficheiros, praticamente não podem ser comprimidos, com os utilitários anteriormente referidos.

Para qualquer questão adicional, contacte-nos; a Dataframe tem profissionais habilitados, com largos anos de experiência e certificados, para todo o tipo de soluções complexas.

Pode também consultar, os nosso artigos anteriores (sugere-se a ordem de leitura abaixo):

Algumas breves notas sobre ficheiros executáveis (programas, ou aplicações) e ficheiros de dados

Algumas breves notas sobre CPU (Processador), RAM (Memória) e Storage (Armazenamento)

Caso pretenda, poderá também consultar, mais alguns artigos interessantes sobre o assunto, na Internet:

What is Data Compression and How Does It Work

Como comprimir ficheiros para facilitar o armazenamento

O que são algoritmos de compactação de dados?

Data da última atualização: 19 de Janeiro de 2026

Autor: Paulo Gameiro – Dataframe (General Manager)

O que é o FTP (File Transfer Protocol) ?

Como o próprio nome indica, o FTP (File Transfer Protocol) é um protocolo (conjunto de regras) que permite o envio e receção de ficheiros (informação), sendo um dos mais antigos protocolos existentes, desde o início da rede ARPANET (Advanced Research Projects Agency Network) (na década de 60, do século 20) que deu origem à Internet atual.

O protocolo FTP (File Transfer Protocol), em termos de modelo OSI (Open Systems Interconnection), encontra-se situado ao nível do Application Layer; ou seja, a camada onde o utilizador interage com uma aplicação (software), neste caso quando o utilizador pretende enviar, ou receber, um, ou vários ficheiros (entre dois sistemas, o local e um remoto). Caso pretenda mais informação sobre o modelo OSI (Open Systems Interconnection), pode consultar o nosso artigo anterior Algumas breves notas sobre o modelo OSI (Open Systems Interconnection).

No passado foi um protocolo muito usado, até porque era suportado pelos principais browser´ s (navegadores), não necessitando de um cliente (aplicação) especifica para a sua utilização; contudo a maioria dos browser´ s (navegadores) mais usados, removeu o suporte integrado de FTP (File Transfer Protocol), por motivos de segurança e manutenção. Com efeito, atualmente as opções práticas, dividem-se em três categorias: usar extensões de browser (navegador), clientes integrados no sistema operativo e clientes (aplicações) externas (nós preferimos esta última opção).

O protocolo FTP (File Transfer Protocol), atualmente já é pouco usado por ser considerado pouco seguro, porque transferia a informação (ficheiros), em modo texto (plaintext), sem encriptação (codificação), sendo relativamente fácil de interceptar e “piratear”. O protocolo por defeito, usava a porta (port) 20 para a transferência de dados (data transfer) e a porta (port) 21 para o processo de controlo da comunicação (control (command)).

De referir que atualmente, por vezes, a forma mais fácil de transferir ficheiros (especialmente de forma individual), é utilizando um browser (navegador) e o protocolo http (ou htpps), contudo para a transferência de múltiplos ficheiros, as versões atuais mais seguras do FTP (File Transfer Protocol) continuam a ser muito úteis, por exemplo, em gestão, manutenção e backup (cópias de segurança) de sites Internet. As versões mais atuais e seguras do protocolo são o SFTP (Secure File Transfer Protocol, ou SSH File Transfer Protocol) e o FTPS (File Transfer Protocol Secure) que abaixo descrevemos, de forma muito sintética.

O SFTP (Secure File Transfer Protocol, ou SSH File Transfer Protocol) é um protocolo de rede que permite a transferência segura de arquivos entre computadores, funcionando sobre o SSH (Secure Shell) (no fundo um cliente FTP, construído sobre o protocolo SSH), usando encriptação forte para proteger os dados trasnferidos, comandos e identificação (utilizador e palavra passe) em trânsito, oferecendo um método robusto para envio e receção de ficheiros, com recursos, como retoma (recuperação) de transferências, autenticação via chaves SSH e funcionamento sobre uma porta (port) única (22 por defeito), ideal para dados sensíveis.

O FTPS (File Transfer Protocol Secure) é uma extensão segura, do protocolo FTP (File Transfer Protocol) padrão que adiciona uma camada de encriptação SSL/TLS (Secure Sockets Layer / Transport Layer Security) para proteger a transferência de ficheiros, garantindo que ficheiros (dados) e também nomes de utilizadores e palavras passe (password), sejam enviados de forma encriptada, não em texto (plaintext). O protocolo por defeito, usava a porta (port) 989 para a transferência de dados (data transfer) e a porta (port) 990 para o processo de controlo da comunicação (control (command)) (mas também pode usar a porta (port) 21, para controlo).

Na nossa opinião, atualmente a opção que nos parece mais adequada (e a que usamos), é a utilização de um cliente (aplicação) FTP externo dedicado, existindo imensas opções, no nosso caso, preferimos usar o FileZilla, por ser de código aberto e multiplataforma (suportado em múltiplos sistemas operativos) e por fim, suportar as diversas versões mais usadas do protocolo, acima referidas, o FTP (File Transfer Protocol), SFTP (Secure File Transfer Protocol, ou SSH File Transfer Protocol) e FTPS (File Transfer Protocol Secure); para outras opções, pode ver, por exemplo, o WinSCP, ou o Cyberduck.

Para qualquer questão adicional, contacte-nos; a Dataframe tem profissionais habilitados, com largos anos de experiência e certificados, para todo o tipo de soluções complexas.

Pode também consultar, os nosso artigos anteriores (sugere-se a ordem de leitura abaixo):

Algumas breves notas sobre o modelo OSI (Open Systems Interconnection)

Caso pretenda, poderá também consultar, mais alguns artigos interessantes sobre o assunto, na Internet:

A Brief History of the Internet

SFTP vs FTPS: O que é melhor e por quê?

Data da última atualização: 5 de Janeiro de 2026

Autor: Paulo Gameiro – Dataframe (General Manager)