Os principais suportes de Discos Óticos (Optical Disc) (ainda usados atualmente)

O Storage (Armazenamento) é muito importante, nos computadores (desktop, laptop, server, etc) porque constitui o suporte onde é armazenada toda a informação de forma permanente, sejam o sistema operativo (pode consultar o nosso artigo O que é um Sistema Operativo (Operating System)), os programas (software aplicacional), assim como todos os outros dados (informação) que é armazenada nos dispositivos e utilizada (gerada), pelos programas (software aplicacional). Para uma primeira aproximação, aos componentes básicos dos equipamentos físicos (Hardware), aconselha-se a leitura prévia do nosso artigo Algumas breves notas sobre CPU (Processador), RAM (Memória) e Storage (Armazenamento).

As tecnologias de Storage (Armazenamento), são múltiplas, atualmente as mais usadas, são os Hard Disk (Disco Rígido) e os mais recentes SSD (Solid State Drives). No entanto as tecnologias de Storage (Armazenamento), de “Drives” de Discos Óticos (Optical Disc Drive (ODD)), continuam a ser muito utilizadas (para guardar informação, de forma duradoura), sendo que a maior parte dos computadores ainda possui um leitor (e nalguns casos gravador) deste tipo de suporte, uma das grandes vantagens é serem bastante baratos e fáceis de encontrar (embora cada vez mais, substituídas pelas USB Pen Drive (ou Flash Drive)).

As principais tecnologias de Discos Óticos (Optical Disc), ainda existentes e bastante utilizadas, são os CD (Compact Disc), DVD (Digital Versatile Disc) e os Blu-Ray, para cada um destes suportes, existem diversas variantes que veremos de forma bastante resumida abaixo (os formatos mais comuns), sendo cada vez menos usados em informática, tendo contudo ainda, uma larga utilização, por exemplo, na música (CD), ou em vídeo | filmes (DVD e Blu-Ray). Os dispositivos referidos chamam-se “drives” de discos óticos (Optical Disc Drive), porque usam um pequeno laser (diferente em cada categoria, acima referida), para ler e escrever, nos suportes físicos, os discos óticos (Optical Disc).

Os equipamentos (“Drives”) de discos óticos (Optical Disc Drive) podem ser internos aos computadores (integrados), ou externos, por exemplo, ligados por uma interface USB (Universal Serial Bus)(pode consultar o nosso artigo O que é o USB (Universal Serial Bus), um breve resumo); os equipamentos podem ser somente de leitura, ou possibilitarem também a gravação, existindo algumas variantes destes suportes que podem ser regraváveis (graváveis múltiplas vezes), possuindo nesse caso, a designação RW (Read Write), por exemplo, os CD-RW (Compact Disc – Read Write), ou RE (Rewritable), no caso dos Blu-ray.

Os leitores e gravadores de CD (Compact Disc), normalmente podem ler CD (Compact Disc), em formatos “standard” e gravar em discos de gravação única (CD-R) e regraváveis (formato CD-RW) (de gravação múltipla), existem também CD-ROM (Compact Disc – Read Only Memory) somente de leitura (vêm pré-gravados de “fábrica”); sendo uma das principais características, a velocidade com que consegue ler e escrever nesses discos óticos (sendo a velocidade de base, de 1x que corresponde a uma velocidade de transferência de informação, do suporte de 150 KB/s (KiloBytes / second), ou 0,15 MB/s). Por exemplo, um CD (Compact Disc) moderno, pode suportar 52 x 0,15 MB/s = 7,8 MB/s de velocidade de transferência. Os formatos anteriores, são tipicamente usados para armazenamento de dados, em sistemas de computadores, tendo uma capacidade standard de até 700 MB (existindo capacidade superiores, não standard). O formato CD-DA (Compact Disc – Digital Audio) é usado em discos áudio de música, tendo originalmente cada disco, capacidade para armazenar até 74 minutos (atualmente até 80 minutos), de áudio estéreo.

Os leitores e gravadores de DVD (Digital Versatile Disc), normalmente podem ler DVD (Digital Versatile Disc), em formatos “standard” e gravar em discos de gravação única (formatos DVD+R e DVD-R) e regraváveis (formatos DVD+RW e DVD-RW) (de gravação múltipla), existem também DVD-ROM (Digital Versatile Disc – Read Only Memory) somente de leitura (vêm pré-gravados de “fábrica”); sendo uma das principais características, a velocidade com que consegue ler e escrever nesses discos óticos (sendo a velocidade de base, dos DVD´ s de 1x que corresponde a uma velocidade de transferência de informação, do suporte de 1.385 KB/s (KiloBytes / second), ou 1,38 MB/s). Os formatos anteriores, são tipicamente usados para armazenamento de dados, em sistemas de computadores, tendo uma capacidade standard de até 4,7 GB (single-layer (camada simples)) e 8,5 GB (dual-layer (camada dupla)). No caso dos DVD (Digital Versatile Disc), ainda existe o formato DVD-RAM (Digital Versatile Disc – Random Access Memory), com capacidade para até 4,7 GB (versão 2.0), mas que nunca chegou a ter uma utilização tão generalizada como os formatos anteriores.

Por fim, os leitores e gravadores de Blu-Ray, normalmente podem ler Blu-Ray Disc, em formatos “standard” e gravar em discos de gravação única (BD-R (Blu-ray Disc – Recordable)) e regraváveis (BD-RE (Blu-ray Disc – Rewritable)) (de gravação múltipla), existem também BD-ROM (Blu-ray Disc – Read-Only Memory) somente de leitura (vêm pré-gravados de “fábrica”); sendo uma das principais características, a velocidade com que se consegue ler e escrever nesses discos óticos (sendo a velocidade de base, dos Blu-Ray´ s de 1x que corresponde a uma velocidade de transferência de informação, do suporte de 36 Mb/s (Mega Bits / second, ou +- 4,5 MB/s)). Os formatos anteriores, não são tão usados para armazenamento de dados, em sistemas de computadores (mas mais em video, para gravar filmes), tendo uma capacidade standard de até 25 GB (single-layer (camada simples)) e 50 GB (dual-layer (camada dupla)).

Para qualquer questão adicional, contacte-nos; a Dataframe tem profissionais habilitados, com largos anos de experiência e certificados, para todo o tipo de soluções complexas.

Pode também consultar, os nosso artigos anteriores (sugere-se a ordem de leitura abaixo):

O que é um Sistema Operativo (Operating System)

Algumas breves notas sobre CPU (Processador), RAM (Memória) e Storage (Armazenamento)

O que é o USB (Universal Serial Bus), um breve resumo

O que são Discos Amovíveis (Removable Disk) e tecnologia RDX (Rapid Data eXchange)

Data da última atualização: 16 de Março de 2026

Autor: Paulo Gameiro – Dataframe (General Manager)

O que é o USB (Universal Serial Bus), um breve resumo

O barramento USB (Universal Serial Bus) é uma norma (conjunto de regras) que descreve as especificações utilizadas pelos cabos, portas e protocolos que permitem uma ligação (conectividade) simples e universal, entre um computador e um dispositivo periférico.

A especificação USB (Universal Serial Bus) situa-se no Physical Layer, do modelo OSI (Open Systems Interconnection); ou seja, a camada responsável pela estrutura física que permite a comunicação, todos os componentes físicos (hardware), como cabos e conectores, assim como as especificações elétricas (pode consultar o nosso artigo Algumas breves notas sobre o modelo OSI (Open Systems Interconnection)).

Com efeito, antes do aparecimento da tecnologia USB (Universal Serial Bus), um PC normalmente incluía, uma ou duas portas série, uma porta paralela (mais comum nas impressoras e scanners), conectores específicos para teclado e rato (o mais comum, miniDIN 6-pin), em alguns casos, uma porta para joystick (mais comum para jogos), ou portas específicas, para outros periféricos menos comuns.

O padrão USB (Universal Serial Bus), foi estabelecido em meados da década de 1990, por um conjunto de empresas Americanas, nomeadamente a IBM, Intel, Microsoft e Apple, entre outras, como uma forma mais simples de ligar periféricos a um computador; a porta forneceu um método padrão, para ligar vários dispositivos e ofereceu vantagens consideráveis de velocidade em comparação com outras alternativas, sendo também a possibilidade ligar e desligar periféricos, com o computador ligado (Hot Swapping) muito importante e inovadora na altura.

O desenho USB (Universal Serial Bus) é padronizado pelo USB Implementers Forum (USB-IF), composto por organizações e empresas que apoiam e promovem a norma. O USB-IF não só endossa o USB (Universal Serial Bus), como também mantém o padrão e aplica o programa de compatibilidade dos dispositivos.

Uma das características muito importantes, dos periféricos USB (Universal Serial Bus), é quando um dispositivo periférico é ligado, a um computador (host) através de uma porta USB (Universal Serial Bus), o computador (host) determinará automaticamente o tipo de dispositivo e instalará um controlador (driver) que permitirá o seu correto funcionamento, independentemente do sistema operativo (pode consultar o nosso artigo O que é um Sistema Operativo (Operating System)), sendo este comportamento especialmente eficaz, no sistema operativo Microsoft Windows.

Os cabos USB (Universal Serial Bus) podem enviar “energia”, assim como informação (dados). Para tal, qualquer cabo USB (Universal Serial Bus), possui dois tipos de fios, um dos conjuntos, transporta corrente elétrica (“energia”), enquanto o outro conjunto transmite sinais, com informação (dados). O tipo mais comum (convencional), ainda continua a ser a especificação (versão) USB 2.0, na qual existem quatro (4) fios metálicos, os dois contatos mais exteriores, são os terminais positivo e negativo, da fonte de alimentação (com uma tensão de 5 Volts (5V) DC e fornece uma corrente de até 500 mA (0,5 A), uma potência de 2,5 W), os dois contatos centrais, destinam-se à transmissão de informação (dados). Por isso, muitas vezes os cabos USB (Universal Serial Bus), são usados unicamente como fonte de Corrente Contínua (CC), para diversos tipos de dispositivos (mas não transmitem dados)(por exemplo, colunas de som, pequenas ventoinhas, carregadores de telemóveis, etc).

As versões USB (Universal Serial Bus) 1.x, 2.0, 3.x e 4.x diferenciam-se por algumas características básicas (abaixo listadas), como a velocidade (ou taxa de transferência), o tipo de conetor utilizado (conetores compatíveis) e a capacidade de alimentação elétrica (potência elétrica máxima fornecida).

A velocidade (ou taxa de transferência), expressa-se pela quantidade de dados que é transferida de um dispositivo, para outro, num período de tempo; a medida, é dada em Mb/s (Megabits, por segundo), ou Gb/s (Gigabits, por segundo), sendo que este parâmetro pode ser bastante critico, especialmente em dispositivos de armazenamento (storage) externos (pode consultar o nosso artigo Algumas breves notas sobre CPU (Processador), RAM (Memória) e Storage (Armazenamento)), ligados por USB (Universal Serial Bus).

USB 1.x | Speed: 1,5 – 12 Mbps | Connectors: Type-A, Type-B | Potência de 2,5 W

USB 2.0 | Speed: 480 Mbps | Connectors: Type-A, Type-B,Type-C, Mini, Micro | Potência de 2,5 W

USB 3.x | Speed: 5 – 20 Gbps | Connectors: Type-A, Type-B,Type-C, Micro | Potência de 4,5 W – 100 W

USB 4.x | Speed: 40 – 120 Gbps | Connectors: Type-C | Potência de até 100 – 240 W

Para qualquer questão adicional, contacte-nos; a Dataframe tem profissionais habilitados, com largos anos de experiência e certificados, para todo o tipo de soluções complexas.

Pode também consultar, os nosso artigos anteriores (sugere-se a ordem de leitura abaixo):

Algumas breves notas sobre o modelo OSI (Open Systems Interconnection)

O que é um Sistema Operativo (Operating System)

Algumas breves notas sobre CPU (Processador), RAM (Memória) e Storage (Armazenamento)

Caso pretenda, poderá também consultar, mais alguns artigos interessantes sobre o assunto, na Internet:

What Is USB (Universal Serial Bus)? Meaning, Types, and Importance

USB Decoded: All the Specs and Version Numbers

USB 1.1, 2.0, 3.0 e 4.0: quais as diferenças entre as versões da conexão USB?

USB-IF (Implementers Forum)

Data da última atualização: 2 de Março de 2026

Autor: Paulo Gameiro – Dataframe (General Manager)

O que é um File System (Sistema de Ficheiros) ?

Um File System (Sistema de Ficheiros), é a forma como um sistema operativo (pode consultar o nosso artigo O que é um Sistema Operativo (Operating System)), estrutura e organiza a informação, para a armazenar, gerir e aceder, essa estrutura (de forma simplista), é constituída por partições (divisões dos discos fisicos), diretórios (divisões das partições) e ficheiros (programas e dados), num dispositivo de armazenamento (como um SSD, ou HDD) (pode consultar o nosso artigo Algumas breves notas sobre CPU (Processador), RAM (Memória) e Storage (Armazenamento)).

O File System (Sistema de Ficheiros) funciona também como um índice digital, ou catálogo que também define as regras da nomenclatura, a localização e como os dados são fisicamente gravados e acedidos, possibilitando que as aplicações encontrem e utilizem os dados sem corrupção (pode consultar o nosso artigo Algumas breves notas sobre ficheiros executáveis (programas, ou aplicações) e ficheiros de dados).

Com efeito, sem um File System (Sistema de Ficheiros), os dispositivos de armazenamento, seriam apenas grandes blocos de dados “sem utilidade”, uma vez que o sistema operativo, não saberia por exemplo, localizar os dados (ficheiros), nem onde começa e termina um ficheiro e começa outro e termina.

O sistema operativo Microsoft Windows (nas suas primeiras versões), usava o File System (Sistema de Ficheiros), designado por File Allocation Table (FAT), “herdado” do sistema operativo MS-DOS (Microsoft Disk Operating System), existiu ainda uma versão melhorada, designada por FAT32 que ultrapassa algumas das limitações, da versão original, mas partir do Microsoft Windows NT (em 1993), foi introduzida o NT File System (NTFS) que é a versão atual do File System (Sistema de Ficheiros), ainda utilizado nos sistemas operativos Microsoft. Caso pretenda, aprofundar os seus conhecimentos sobre File Allocation Table (FAT) e o NT File System (NTFS), pode consultar, por exemplo, o artigo Overview of FAT, HPFS, and NTFS File Systems.

Cada sistema operativo, possui compatibilidade com um, ou mais File System (Sistema de Ficheiros)(mas só usa um), um dos mais inovadores foi o IBM HPFS (High Performance File System) que foi introduzido pelo sistema operativo IBM OS/2 1.2 (em 1989), inicialmente para permitir o acesso aos discos rígidos de maior capacidade que estavam a surgir na altura, no mercado. Caso pretenda saber mais, sobre o HPFS (High Performance File System), pode consultar o artigo, referido no parágrafo anterior.

O Linux também utiliza diferentes File System (Sistema de Ficheiros), como Ext4 (Fourth Extended Filesystem) (que oferece maior compatibilidade e um bom desempenho), Btrfs (B-Tree File System)(oferecendo proteção de dados avançada, ideal para dados críticos), XFS, JFS e ZFS, para gerir e armazenar dados, em dispositivos de armazenamento. Por exemplo, as NAS (Network Attached Storage) da Synology, utilizam principalmente o Btrfs (B-Tree File System) como sistema de ficheiros recomendado para dispositivos modernos, mas os modelos mais antigos, ou de entrada, bem como para aplicações específicas, podem utilizar o Ext4 (Fourth Extended Filesystem).

Para qualquer questão adicional, contacte-nos; a Dataframe tem profissionais habilitados, com largos anos de experiência e certificados, para todo o tipo de soluções complexas.

Pode também consultar, os nosso artigos anteriores (sugere-se a ordem de leitura abaixo):

O que é um Sistema Operativo (Operating System)

Algumas breves notas sobre CPU (Processador), RAM (Memória) e Storage (Armazenamento)

Algumas breves notas sobre ficheiros executáveis (programas, ou aplicações) e ficheiros de dados

O que é uma NAS (Network Attached Storage)?

Verificação de integridade do sistema de ficheiros e ficheiros, do Microsoft Windows

Caso pretenda, poderá também consultar, mais alguns artigos interessantes sobre o assunto, na Internet:

Overview of FAT, HPFS, and NTFS File Systems

Data da última atualização: 16 de Fevereiro de 2026

Autor: Paulo Gameiro – Dataframe (General Manager)

Porque comprimir ficheiros (formatos e utilitários)

Os ficheiros executáveis (programas, ou aplicações) e os ficheiros de dados (informação de texto, imagem, áudio, video, ou outra) (para mais informação, pode consultar o nosso artigo Algumas breves notas sobre ficheiros executáveis (programas, ou aplicações) e ficheiros de dados), são somente um conjunto de bits (uns e zeros) que são armazenados nos discos (para mais informação, pode consultar o nosso artigo Algumas breves notas sobre CPU (Processador), RAM (Memória) e Storage (Armazenamento)).

Com a generalização da utilização dos computadores e como no início as comunicações entre sistemas, eram bastante lentas (da ordem dos Kb (KiloBits), ou menos), a dimensão dos ficheiros (em KB (KiloBytes), MB (MegaBytes), GB (GigaBytes)) era muito relevante e desde cedo se pensaram formas de “otimizar” a dimensão, de forma a reduzi-la para os poder transmitir de forma mais rápida e eficiente. Por outro lado, existia também a necessidade, de colocar vários ficheiros (e diretórios), num único ficheiro, para mais fácil transmissão e \ ou transporte (em suportes externos, na altura Floppy Disk, ou outros suportes físicos, ainda anteriores).

Os formatos mais populares de ficheiros comprimidos (e por vezes encriptados), são entre outros, o formato ZIP (.zip) (talvez o mais comum e usado, amplamente suportado, com suporte integrado, nos sistemas operativos Microsoft Windows e Apple MacOS), RAR (.rar) (proprietário, conhecido pela sua forte compressão, recuperação de erros e encriptação forte), 7z (.7z) (oferece uma compressão muito elevada, talvez a melhor relação (ratio)) e GZIP | TAR (.gz, .tgz)(comprime ficheiros individuais; frequentemente combinado com TAR (.tar.gz, .tgz) para juntar vários ficheiros, comum em sistemas operativos Linux / Unix.).

De forma muito resumida e simplista, foram desenvolvidos algoritmos que implementados em software utilitário permitem a redução da dimensão dos ficheiros, basicamente a compressão (redução) funciona através da remoção de redundâncias nos ficheiros, reduzindo assim o número de bits, necessários para os representar. Por exemplo, o formato ZIP (.zip) é um formato “sem perdas” (“lossless”), o que significa que nenhuma informação é perdida, durante a compressão, os dados originais podem ser reconstruídos de forma exata. O formato ZIP (.zip) usa uma especificação de formato, de dados comprimidos DEFLATE que combina os métodos LZ77 (substitui padrões repetidos) e Codificação de Huffman (atribui códigos mais curtos, a caracteres mais frequentes).

Os sistemas operativos Microsoft Windows, possuem integrado (desde o Microsoft Windows ME/XP), o utilitário que permite comprimir, usando o formato ZIP (.zip), no entanto existem muito utilitários adicionais que o suportam e muitos outros formatos comprimidos, como por exemplo, o WinZIP (um dos mais antigos e conhecidos utilitários do género), ou o 7-Zip (software livre, com código aberto), entre muitos outros.

A partir de determinada altura, a utilização dos utilitários anteriores, deixaram de ter tanta relevância, porque muito formatos de ficheiros de dados, passaram a ter eles mesmos a preocupação de serem optimizados, no que diz respeito à dimensão; ou seja, já incorporar algum tipo de compressão integrada, como por exemplo, os casos dos ficheiros de imagem, com o formato JPEG (.jpeg), ou ficheiros de áudio, com o formato MP3 (.mp3), sendo que este tipo de ficheiros, praticamente não podem ser comprimidos, com os utilitários anteriormente referidos.

Para qualquer questão adicional, contacte-nos; a Dataframe tem profissionais habilitados, com largos anos de experiência e certificados, para todo o tipo de soluções complexas.

Pode também consultar, os nosso artigos anteriores (sugere-se a ordem de leitura abaixo):

Algumas breves notas sobre ficheiros executáveis (programas, ou aplicações) e ficheiros de dados

Algumas breves notas sobre CPU (Processador), RAM (Memória) e Storage (Armazenamento)

Caso pretenda, poderá também consultar, mais alguns artigos interessantes sobre o assunto, na Internet:

What is Data Compression and How Does It Work

Como comprimir ficheiros para facilitar o armazenamento

O que são algoritmos de compactação de dados?

Data da última atualização: 19 de Janeiro de 2026

Autor: Paulo Gameiro – Dataframe (General Manager)

O que é RAID (Redundant Array of Independent Disks)(RAID 1, RAID 5 e SHR)?

Os servidores (ver o nosso artigo O que é um Server (Servidor) e as suas funções), têm nos sistemas de Armazenamento (Storage) (ver o nosso artigo O Armazenamento (Storage) local, na Nuvem (Cloud) e o Microsoft Azure Storage), um dos componentes mais importantes e críticos, sendo que desde à muito tempo, possibilita mecanismos redundantes para os discos que armazenam a informação, oferecendo essencialmente maior tolerância a falhas e também melhor desempenho, ou uma combinação de ambos, dependendo da forma como grava e distribui os dados.

Os sistemas RAID (Redundant Array of Independent Disks) enquadram-se neste âmbito, existindo N opções, só vamos aqui abordar três das mais frequentes, ou seja o RAID 1 e o RAID 5 (estes os mais frequentemente usados, por exemplo, em servidores Dell PowerEdge e HPE Proliant) e o SHR (Synology Hybrid RAID), este último especifico das NAS Synology (ver o nosso artigo O que é uma NAS (Network Attached Storage)?).

De referir que os sistemas RAID (Redundant Array of Independent Disks), podem não ser sistemas somente para proteção e redundância de dados, como é o caso do RAID 0 (não sendo essas opções, abordadas neste artigo). Sobre este assunto, pode ler mais, por exemplo em RAID Storage Solutions & RAID Arrays, ou Synology Hybrid RAID (SHR)?.

O RAID 1 (ver figura, no topo) é talvez a opção mais simples e uma excelente opção para a proteção e a redundância de dados; este tipo de RAID (Redundant Array of Independent Disks), basicamente armazena os seus dados num disco (em blocos) e mantém uma cópia desses dados noutro disco (em blocos “espelho”), no fundo constituindo um sistema de espelho (“mirroring”). O que significa que se um disco falhar, ainda terá os seus dados prontos a utilizar no outro disco (uma vez que é uma cópia exata); esta abordagem oferece a capacidade de armazenamento utilizável e as velocidades de escrita num único disco, com uma forte proteção de dados, mas com o senão de um “desperdício” de 50% de espaço útil.

O RAID 5 (ver figura, no topo) requer um sistema RAID (Redundant Array of Independent Disks), com três ou mais discos, equilibrando o desempenho e a redundância. Os dados são divididos em blocos, por todos os discos disponíveis e criando um bloco de paridade adicional distribuída (os blocos de paridade, são escritos alternadamente pelos diferentes discos); assim se um disco falhar, os dados (ou a paridade), dos outros discos, podem recuperar o que foi perdido no disco em falha. A configuração RAID 5 é mais rápida que o RAID 1, mas permite a tolerância a falhas em discos individuais (independentemente da quantidade de discos no “array”; na maior parte dos casos, o máximo são 32 discos), ao contrário do RAID 0, proporcionando velocidade e proteção de dados. De referir que quanto maior for o número de discos, maior será a percentagem de espaço útil; por exemplo, com três (3) discos, temos 66,66 % de espaço útil, com cinco (5) discos, temos 80% de espaço útil.

O Synology Hybrid RAID (SHR) é um sistema de gestão RAID automatizado, da Synology (um dos principais fabricantes, de NAS (Network Attached Storage)) (ver o nosso artigo O que é uma NAS (Network Attached Storage)?). O SHR permite aos utilizadores criar uma solução de armazenamento bastante flexível, com capacidade e desempenho otimizados. O SHR baseia-se num sistema de gestão RAID Linux (sistema operativo) (ver o nosso artigo O que é um Sistema Operativo (Operating System)) e foi concebido para tornar a implementação de armazenamento mais rápida e fácil do que os sistemas RAID (Redundant Array of Independent Disks) clássicos, isto torna-o especialmente adequado, para utilizadores que são novos na tecnologia.

A duas características principais e bastante interessantes, dos sistemas Synology Hybrid RAID (SHR), é por um lado, a possibilidade ter discos de dimensões diferentes (não é o caso do RAID 1, ou RAID 5), mantendo a redundância e otimizando o espaço útil, por outro lado, a possibilidade de ter mais de um disco redundante. Por exemplo, ter dois discos redundantes (ao invés de um), num total de seis discos, diminui consideravelmente o risco de falha (a probabilidade de falharem simultaneamente dois discos, é muito remota), mas obviamente diminui o espaço útil para utilizar. Caso pretenda aprofundar este tópico, poderá consultar por exemplo, o artigo Synology Hybrid RAID (SHR)?.

Para qualquer questão adicional, contacte-nos; a Dataframe tem profissionais habilitados, com largos anos de experiência e certificados, para todo o tipo de soluções complexas.

Pode também consultar, os nosso artigos anteriores (sugere-se a ordem de leitura abaixo):

Algumas breves notas sobre CPU (Processador), RAM (Memória) e Storage (Armazenamento)

O Armazenamento (Storage) local, na Nuvem (Cloud) e o Microsoft Azure Storage

O que é um diretório partilhado (localmente (on-premise) e na nuvem (cloud))

O que é um Server (Servidor) e as suas funções

O que é uma NAS (Network Attached Storage)?

O que é um Sistema Operativo (Operating System)

Caso pretenda, poderá também consultar, mais alguns artigos interessantes sobre o assunto, na Internet:

RAID Storage Solutions & RAID Arrays

Synology Hybrid RAID (SHR)?

Data da última atualização: 10 de Novembro de 2025

Autor: Paulo Gameiro – Dataframe (General Manager)