Os constrangimentos (“bottlenecks”), com Microsoft Windows (“overheating” e mais dicas)

Se pretender tentar otimizar a utilização do seu dispositivo Microsoft Windows, em primeiro lugar, recomenda-se vivamente a leitura prévia do nosso artigo anterior Como detetar constrangimentos (“bottlenecks”) básicos de desempenho, com Microsoft Windows. O presente artigo, pretende abordar alguns aspetos complementares e também bastantes importantes, com impacto bastante relevante no desempenho, dos computadores, com sistema operativo Microsoft Windows.

Os aspetos focados neste artigo, são especialmente relevantes, para computadores portáteis (laptop) e computadores de secretária compactos, normalmente designados por NUC (Next Unit of Computing) (sobre o assunto pode consultar o nosso artigo Os diversos tipos de computadores e as NUC (Next Unit of Computing)), porque são computadores em que a miniaturização e o formato bastante mais compacto, acentuam determinado tipo de características, entre elas a possibilidade de um maior aquecimento e necessidade de dissipação de maiores quantidades de energia, levando a um aquecimento muito mais fácil (e possível sobreaquecimento (“overheating”)), por outro lado possuem mecanismos de poupança de energia mais apurados (mas que podem diminuir o desempenho).

Os tipos de computadores acima referidos, sendo bastante mais suscetíveis de aquecimento, podem facilmente atingir um ponto de sobreaquecimento (“overheating”) que afeta o desempenho, isto porque em primeiro lugar, o sistemas normalmente acelera as ventoinhas (para aumentar a dissipação), em segundo lugar, diminui a velocidades do processador (de forma a não necessitar de dissipar tanta energia térmica), sendo que neste caso também vai diminuir o desempenho do equipamento; no limite e caso a temperatura atinja níveis demasiado elevados e “perigosos” que ponha em risco os componentes, pode mesmo desligar o sistema, acima duma determinada temperatura (“Thermal Threshold”, normalmente definida na BIOS).

Para ajudar a evitar o sobreaquecimento (“overheating”), em primeiro lugar, deve garantir que existe uma ventilação adequada em redor do computador (localize as saídas de ar, do seu portátil, ou NUC), garanta que as saídas de ar da ventoinha são limpas regularmente e estão desobstruídas (e as ventoinhas estão funcionais), que o computador está num ambiente fresco e arejado e por fim que a BIOS está atualizada. Para mais informação, pode consultar artigos do fabricantes sobre o assunto, como por exemplo HP Notebook PCs – Reduce heat inside the laptop to prevent overheating in Windows.

De referir que muitos fabricantes disponibilizam, testes térmicos, ou de ventoinha, por exemplo, no HP Support Assistant (sobre o assunto pode ler o nosso artigo O que é o HP Support Assistant (ferramenta de diagnóstico e atualizações)), aceda à secção de resolução de problemas, ou diagnóstico de hardware do seu dispositivo e execute um teste térmico, ou de ventoinha (“thermal or fan test”), para verificar se o hardware de arrefecimento é aprovado, ou reprovado no teste (normalmente também acessível através da BIOS, antes do processo de arranque do computador).
Em alguns computadores selecionados (por exemplo, nalguns computadores HP), existem utilitários que permitem ter maior controlo sobre este aspeto, como o HP CoolSense e o HP Command Center (Thermal Profile), pesquise se existem para o seu equipamento.

Os planos de energia do Microsoft Windows, já existem há muito tempo, de forma resumida e básica, são especialmente relevantes nos portáteis, de forma a equilibrar o desempenho e a autonomia da bateria (ou a duração da mesma).  No caso de Microsoft Windows 11 é particularmente relevante, uma vez que é possível utilizar um perfil predefinido de “Desempenho Máximo” (nas outras versões é possível criá-lo e atribui-lo manualmente) e usá-lo no dia a dia; esta configuração, basicamente elimina as pausas de inatividade dos componentes, em especial do processador que passa a operar sempre na frequência máxima, os discos rígidos (HD (Hard Disk)) mantêm a rotação permanente, as portas USB não entram em suspensão, etc, o objetivo passa por erradicar pausas (“micro-latências”), em fluxos de trabalho mais intensivos, ou “pesados”. O objetivo final neste caso, é maximizar o desempenho (aumentar a estabilidade e previsibilidade na execução das tarefas), sendo mais importante que a poupança energética (de eletricidade); mas para finalizar, de referir que esta otimização de desempenho, pode levar ao problema acima (“overheating”), portanto é necessário algum cuidado para manter um equilíbrio adequado.

Para qualquer questão adicional, contacte-nos; a Dataframe tem profissionais habilitados, com largos anos de experiência e certificados, para todo o tipo de soluções complexas.

Pode também consultar, os nosso artigos anteriores (sugere-se a ordem de leitura abaixo):

Como detetar constrangimentos (“bottlenecks”) básicos de desempenho, com Microsoft Windows

Os diversos tipos de computadores e as NUC (Next Unit of Computing)

O que é o HP Support Assistant (ferramenta de diagnóstico e atualizações)

Algumas breves notas sobre CPU (Processador), RAM (Memória) e Storage (Armazenamento)

Caso pretenda, poderá também consultar, mais alguns artigos interessantes sobre o assunto, na Internet:

HP Notebook PCs – Reduce heat inside the laptop to prevent overheating in Windows

O truque escondido no Windows 11 para desbloquear o desempenho máximo do PC

Data da última atualização: 28 de Setembro de 2026

Autor: Paulo Gameiro – Dataframe (General Manager)

Como detetar constrangimentos (“bottlenecks”) básicos de desempenho, com Microsoft Windows

Se pretende tentar otimizar a utilização o seu dispositivo Microsoft Windows, um dos principais aspetos é perceber quais os componentes que o podem limitar e como têm impacto no desempenho. O desempenho de um sistema Microsoft Windows é essencialmente condicionado, pelos recursos de hardware fundamentais existentes que são o CPU (Processador), a RAM (Memória) e a Storage (Armazenamento) (sobre o assunto pode consultar o nosso artigo Algumas breves notas sobre CPU (Processador), RAM (Memória) e Storage (Armazenamento) e por fim o desempenho Network (Placa de Rede) (seja “wired” (com cabo), ou “wireless” (sem fios)).

Para termos uma experiência “confortável” na utilização diária (ou seja, com um desempenho aceitável para o utilizador), os recursos físicos da máquina, ou seja, o “hardware” do equipamento, constituídos pelo conjunto de componentes físicos, sendo os mais relevantes para utilização genérica (não consideramos por exemplo, a componente gráfica como relevante, para simplificar e em especial o recurso GPU (Graphics Processing Unit), porque não é relevante para a maioria dos utilizadores), são o processador, ou CPU (Central Processing Unit), a memória RAM (Random Access Memory) e o(s) disco(s) (atualmente, os SSD (Solid-State Drive)). Para a instalação e utilização do Microsoft Windows 11, aconselha-se um processador (CPU) recente (com menos de 2 a 3 anos), preferencialmente das linhas de base Intel (Core i5, Core i7, ou superior), um valor mínimo aconselhado de memória RAM, de 8 GB (mas aconselha-se vivamente 16 GB) e um SSD (Solid-State Drive)(com menos de 2 a 3 anos) (sobre o assunto pode consultar o nosso artigo Algumas considerações sobre requisitos físicos (hardware) para máquinas Microsoft Windows).

Mas na verdade como avaliamos na nossa máquina Microsoft Windows, se um dos recursos anteriores (ou vários) se encontram a limitar o desempenho geral da nossa máquina, existe um processo muito simples com a utilização de uma ferramenta já incluída no sistema operativo, o Task Manager (Gestor de Tarefas), para invocar o Task Manager (%windir%\system32\taskmgr.exe), podemos escrever na “Caixa de Busca” o nome anterior e executar o utilitário (comando), depois selecionamos o “Tab” Perfomance (Desempenho), onde temos acesso às percentagens de utilização de cada recurso. Para mais detalhes sobre a utilização específica de cada software (aplicação), pode consultar o “Tab” Processes (Processos).

Por fim, a grande questão, é saber quais os valores aceitáveis, ou mais adequados de utilização máximos (de forma sustentada) para cada um dos recursos, acima referidos:

  • Para o CPU (Processador) aconselham-se valores sustentados (ao longo do tempo e de forma consistentes), abaixo dos 20 a 30 % de utilização, valores sustentados acima dos 60% constituem um problema e denotam que este componente já não consegue dar resposta a todas as tarefas que lhe são apresentadas. Com este recurso e se efetivamente tem valores valores sustentados acima dos 70 % a 80 %, talvez esteja na hora, de começar a pensar trocar de computador (ou de sistema operativo).
  • Para a Storage (Disco) aconselham-se valores sustentados (ao longo do tempo e de forma consistentes), idênticos aos do CPU (Processador), ou seja abaixo dos 20 a 30 % de utilização, valores sustentados acima dos 60% constituem um problema e denotam que este componente estará a limitar o sistema como um todo (se os valores estiverem acima de 80 % de forma permanente e sustentada, então temos uma limitação séria e um “bottleneck”). Com este tipo de recurso, pode sempre considerar uma troca, por um componente mais recente, com um melhor desempenho.
  • No que diz respeito à RAM (Memória), caso se tenham valores sustentados acima dos 50 % a 60 % de utilização, constituem um problema e denotam que este componente estará a limitar o sistema como um todo (se os valores estiverem acima de 80 % a 90 % de forma permanente e sustentada, então temos uma limitação séria e um “bottleneck”), neste caso poderemos verificar a viabilidade do aumento RAM (Memória); atualmente para o Microsoft Windows 11, recomenda-se vivamente possuir 16 GB de RAM (Memória), como minímo para termos uma experiência “confortável” na utilização diária. Caso pretenda otimizar a utilização de RAM (Memória), sem o seu aumento físico, poderá sempre diminuir o número de aplicações que possui abertas simultaneamente, de forma a manter-se abaixo, dos 70 % a 80 % de utilização. Com este tipo de recurso, pode sempre considerar um aumento, adicionando mais RAM (Memória) e com um melhor desempenho (caso isso seja possível).
  • Para o recurso Network (Rede), caso se tenham valores sustentados acima dos 30 % a 40 % de utilização, caso esteja a usar uma rede Wireless (sem fios), aconselha-se a mudança para uma rede Ethernet (por cabo, a 1 Gps).

Poderá sempre consultar o “Tab” Processes (Processos), verificar que aplicações (software) usam mais recursos e procurar outras aplicações (software) alternativos que usem menos recursos, um bom exemplo é utilização de um browser (navegador) de Internet, pode procurar um que consuma menos recurosos (CPU (Processador), Storage (Disco), RAM (Memória), Network (Rede), em especial RAM (Memória)), podendo optar por exemplo, entre o Microsoft Edge, Google Chrome, Mozilla Firefox, etc (sobre o assunto pode consultar o nosso artigo Breves notas sobre o que é um browser (navegador) de Internet).

Para qualquer questão adicional, contacte-nos; a Dataframe tem profissionais habilitados, com largos anos de experiência e certificados, para todo o tipo de soluções complexas.

Pode também consultar, os nosso artigos anteriores (sugere-se a ordem de leitura abaixo):

Algumas breves notas sobre CPU (Processador), RAM (Memória) e Storage (Armazenamento)

Algumas considerações sobre requisitos físicos (hardware) para máquinas Microsoft Windows

Breves notas sobre o que é um browser (navegador) de Internet

Data da última atualização: 14 de Setembro de 2026

Autor: Paulo Gameiro – Dataframe (General Manager)